terça-feira, 13 de abril de 2010


CREATINA: DEVE SER LIBERADA?


Dr. Lucas Caseri Câmara
Revista Suplementação

Na maioria dos países a creatina é uma substância permitida, inclusive por órgãos que regulamentam as competições esportivas no mundo, como a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e o Comitê Olímpico Internacional (COI). Apontada pela Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva como suplemento ergômico mais utilizado pela comunidade esportiva.

E porque não no Brasil?

De acordo com órgão Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), na legislação brasileira não existem alimentos classificados como suplementos alimentares. Os alimentos enquadrados na categoria alimentos para praticantes de atividade física podem ser classificados em cinco subcategorias de acordo com a finalidade de uso:

 - repositores hidroeletrolíticos;
 - repositores energéticos;
 - alimentos poteícos;
 - alimentos compensadores;
 - aminoácidos de cadeia remificada.

Segundo a ANVISA não existe um consenso científico relacionado à segurança e eficácia do uso da creatina, por conta disso existe a sua proibição.

Onde encontramos a creatina?

Na sua forma natural é encontrada na musculatura esquelética, no coração, nas células sanguineas, nos testículos, no cérebro e na retina humana. A creatina é produzida pelo organismo para fornecer energia necessária aos músculos.Ela tem a capacidade de aumentar a performance através da melhora na produção, eficiência e controle da energia, prevenindo o retardando o início da fadiga muscular. A creatina pode ser obtida através da suplementação alimentar. Quando a suplementação da creatina é feita segundo o protocolo da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva, não há efeitos colaterais considerados graves. No entanto altas doses dessa substância podem trazer efeitos indesejados como náuseas, vômitos, diarréia, dores na cabeça e mal estar em geral.

                        E o excesso da creatina pode causar algum dano?


Muito se comenta que a creatina poderia causar sobrecarga nos rins, taquicardia, e aumento da pressão sanguinea, porém essa informação não é verdadeira.

                        Quais esportes ela pode beneficiar?

A creatina apresenta bom desempenho ao ser associada a esforços curtos e de alta intensidade como provas de velocidade no atletismo, natação e musculação. Para os futebolistas a creatina já foi descrita como uma substância que aumenta a potência de chute, da habilidade para saltos e dribles, velocidade e capacidade de manter a performance em strints repetitivos , além de efeitos antioxidantes, melhorando a recuperação muscular.

Alguns pesquisadores verificaram a atuação da suplementação de creatina como uma substância auxiliar no tratamento de doenças como: artrite, polimiosote, Parkinson, Alzheimer, atrofia girata, esclerose múltipla, sarcopenia, insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico, doença pulmonar obstrutiva, imobilização e pós-operatórios ortopédicos.
Doença onde existe atrofia muscular, ocorre uma diminuição na síntese de creatina pelo organismo, por conta disso, a suplementação desta substância se faz tão necessária.
Outros estudos também demonstram que a creatina possui uma participação importante no funcionamento do cérebro, e melhoras no desenvolvimento e na capacidade intelectual na infância, quando não existe o consumo de carnes, ou quando existe algum tipo de deficiência, como de ingestão protéica, ou até a síndrome de nascimento.

Levando em conta todos os benefícios a liberação deve ou não ser permitida?

Thaís Ibitinga
Patrícia Taylor

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