terça-feira, 4 de junho de 2013

Atividade Física e Processo de Envelhecimento da pele

Com o progresso da ciência e tecnologia, vários recursos são utilizados para se tentar chegar à idade avançada com um estado de saúde satisfatório. A expectativa de vida tem realmente aumentado nos últimos tempos. Decerto os hábitos de vida, incluindo alimentação inadequada, sedentarismo e alguns vícios, como fumar e beber, são fatores que levam o homem ao envelhecimento precoce.

A pele, estrutura do sistema tegumentar, é afetada pelo envelhecimento de suas estruturas morfológicas, o que, por sua vez, se reflete nas suas funções, como ocorre em todos os outros sistemas orgânicos. De acordo com WEINECK(1991), a pele é um dos indicadores mais evidentes do envelhecimento biológico e cronológico. Em particular por ser a estrutura que reveste o organismo como um todo e, portanto, a parte mais visível, o envelhecimento da pele dá margem a preocupações estéticas acentuadas, repercutindo psicológica e socialmente no dia-a-dia das pessoas em processo de envelhecimento. Vários estudos demonstram que a prática de atividade física tem efeitos benéficos sobre as estruturas e funções do sistema cardiovascular, respiratório, músculo-articular, ósseo, etc. WEINECK (1991) afirma que a célula está programada geneticamente para deteriorar-se ou morrer, mas que fatores exógenos exercem influência sobre o processo de envelhecimento, principalmente a partir dos 30 anos, quando começam a surgir os sinais provocados por alterações internas. Para o autor, a pele é um dos indicadores mais evidentes do envelhecimento biológico e cronológico. MACEDO (1998) salienta que uma higiene básica, uma boa alimentação e exercícios podem conservar a pele saudável, minimizando o efeito da passagem do tempo sobre ela.

Ainda segundo SIMÕES (1994), “a flacidez surge devido ao acúmulo de gordura na região subcutânea, já que a partir dos trinta anos, a cada década ocorre diminuição de cerca de 3% do metabolismo basal” e ausência ou redução das atividades motoras em geral. PICARD (1994) relata que os músculos da face, por não se exercitarem muito, perdem, ao longo dos anos, o tônus, não sustentando bem a pele e resultando em flacidez.

De acordo com WAGORN et al. (1993), os sistemas do corpo podem se comprometer, havendo declínio adicional de sua eficiência devido a um estilo de vida sedentário. Para os autores, o sedentarismo “intensifica o processo de envelhecimento e em conseqüência produz uma aparência mais acabada”. Sabe-se que os exercícios melhoram a oxigenação e nutrição das células, devido a um efeito sobre o sistema circulatório (SIMÕES, 1994). Para WAGORN et al. (1993), esse fato, visto como benéfico para todo o organismo, se apresenta em relação à pele como essencial para combater seu ressecamento, pois a rede de vasos periféricos seria favorecida pelo fluxo sangüíneo ativado, auxiliando na manutenção de níveis satisfatórios de hidratação. Em razão dessa maior eficiência do sistema circulatório, a renovação celular da epiderme é favorecida, reforçando também a função imunológica da pele, já que as células de defesa, quando bem nutridas, melhoram seu metabolismo (MOREL, 1994).

Para GUEDES e GUEDES (1997), a atividade física é, aliada à ingestão equilibrada de nutrientes, um dos meios indispensáveis para a manutenção da gordura corporal em níveis saudáveis. Alguns benefícios adquiridos pela pele através da atividade física regular foram descritos e diretamente relacionados não apenas com o aspecto morfológico, mas também com o funcional. A melhoria da oxigenação, nutrição e hidratação das células periféricas através dos exercícios facilita o metabolismo celular, evitando assim o ressecamento da pele, facilitando a renovação celular da epiderme, nutrindo as fibras colágenas, o que deixa a pele mais firme e, consequentemente, desacelera o processo de formação de rugas. Com o aumento e a maior eficiência no metabolismo celular, ocorre melhoria no sistema imunológico, com reflexos positivos sobre a saúde geral dos indivíduos.

Os exercícios favorecem a eliminação de toxinas através da produção aumentada de suor, evitando a formação de celulite, e fortalecem também o tecido conectivo e, assim, as fibras colágenas e elásticas. A prática de atividade física contribui para a manutenção da eficiência funcional das glândulas sudoríparas, colaborando para o desempenho adequado da termorregulação da pele. Além disso, o incremento do tônus muscular decorrente da exercitação dá sustentação à pele, prevenindo a flacidez.



Postado por: Thais C. S. Silva

Referências:

COSTA, CM et al. ATIVIDADE FÍSICA E O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DA PELE. R. Min. Educ. Fís., Viçosa, v. 9, n. 2, p. 73-88, 2001               

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