segunda-feira, 10 de junho de 2013

Efeitos de antioxidantes fenólicos na prática desportiva


Sabe-se que o exercício exaustivo causa dano muscular e induz um aumento da atividade enzimática citosólica no plasma sanguíneo (creatinaquinase, transaminases ou lactato de hidrogenase).

O exercício forçado se caracteriza por um aumento no consumo de oxigênio e um desequilíbrio entre os mecanismos pró-oxidantes da homeostase celular (YAGI, 1987), promovendo, portanto, a produção de radicais livres que pode induzir destruição celular (PRISCILLA M, 2000).

O desportista realiza atividades com fim de alcançar o máximo de energia muscular dependente do oxigênio, e do hidrogênio, que se organizam para formar água. Na resposta inflamatória muscular caracterizada pela fadiga, os radicais de oxigênio originados pela estimulação do metabolismo oxidativo são indispensáveis a fim de reparar danos à célula muscular, mas também podem ser responsáveis pela agravação da lesão. No esportista altamente treinado, a administração de antioxidantes pode ser benéfica para redução do estresse oxidativo que ocorre no músculo, embora também possa limitar a resposta dos neutrófilos à inflamação muscular.

Durante o exercício, o fluxo sangüíneo é limitado em numerosos órgãos e tecidos (rim, região esplâncnica etc), a fim de ampliar o aporte com músculos ativos. Assim, as regiões privadas temporariamente do fluxo adequado entram num estado de hipóxia, que é tanto maior quanto mais intenso for o exercício, e mais ainda quando se supera a capacidade aeróbica máxima (VO2max). Inclusive o próprio músculo ativo entra num estado de hipóxia, em virtude de insuficiente aporte energético.

Concluindo, em atividade intensa, todas as áreas afetadas são reoxigenadas, cumprindo-se o fenômeno de isquemia-reperfusão com a conhecida produção subseqüente de RL- radical livre.

Outro possível mecanismo de geração de RL é a auto-oxidação de catecolaminas, cujos níveis podem estar aumentados durante o esforço. Além da hipertermia, as catecolaminas podem incrementar a taxa de formação de radicais livres.

Um dispositivo intracelular eficaz na defesa contra os radicais livres do oxigênio são os antioxidantes, principalmente a vitamina E e o -caroteno, livres na superfície interna e lipofílica das membranas (WONG SF, 1981).

O exercício incrementa a resistência muscular e os danos gerados pelo esforço (EBBELING & CLARKSON, 1989; KOMULAINEN & VIHKO, 1995). MAIR e col. (1995) demonstraram em trabalho com adultos desportistas jovens, através de exercício isométrico, aumento de dor muscular, havendo diminuição da potência salto em até 25% durante diversos dias. Ao se repetir por mais 13 dias, não houve dor nem perda da força. Os mecanismos não estão claros. Alguns estudos referem incrementos de antioxidantes nos músculos com sete a oito semanas de trabalho (HELLSTEN y col., 1996), mas outros não o fazem (TIIDUS e col., 1996).

Atualmente, são poucos os estudos que examinam o impacto da suplementação com antioxidantes na resistência muscular em seres humanos. Muitos deles têm focado o impacto de um único antioxidante e não sua combinação, sendo a vitamina E a mais estudada (LAWRENCE e col, 1975).




Postado por: Thais C. S. Silva                     

Referências:

García, J.A.V.; Daoud, R. Efeitos dos antioxidantes fenólicos na prática desportiva. Fitness & Performance Journal, v.1, n.4, p.21- 27, 2002.

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