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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Fast Foods Orgânicos: uma alternativa






Nas últimas décadas, o uso indiscriminado de agrotóxicos na produção de alimentos vem causando preocupações com a saúde das pessoas. A crítica ao uso de agrotóxicos e conservantes agrícolas cresce à medida que estudos comprovam que esses contaminam os alimentos e o meio ambiente. Diante da problemática, em aumentado progressivamente a procura por alimentos produzidos de forma orgânica, isto é, livres de fertilizantes químicos, antibióticos, hormônios e outras drogas usualmente utilizadas 

A alimentação com produtos orgânicos não pode ser encarada como moda, mas sim como estilo de vida e saúde. O ser humano tem se direcionado em busca de melhorias na alimentação e qualidade de vida, ao passo que contribui também para o Meio Ambiente.

Empresas têm se empenhado em busca de inovações no mercado de alimentos, investindo e apostando fielmente no crescimento desse novo hábito e estilo de vida saudável. As empresas buscam alimentos rápidos, práticos, com custo acessível e que tragam benefícios à saúde, são os chamados fast foods orgânicos. Pretendem ganhar o público com salgadinhos sabor milho e pizza, sopas instantâneas, macarrão tipo lámen, barrinha de cereais, entre outros.  
Hoje, estima-se que, 80% da cesta de compras dos brasileiros em supermercados é composta de itens de pronto consumo. E não há nenhuma oferta semelhante na linha de orgânicos, cujo setor concentra 80% de suas vendas em frutas, legumes e verduras. 

Quem consome orgânico sabe que não se encontra esse tipo de alimento em qualquer lugar. Restaurantes que só usam ingredientes livres de agrotóxicos são raros. A solução, muitas vezes, é ir à feira e comer em casa. Nessa hora, outro grande problema. Como arranjar tempo para cozinhar? Para esses consumidores, o ideal são pratos rápidos, que agora podem ser feitos com hambúrguer, tofu, patê e espetinho. Porém, tudo à base de ingredientes orgânicos. 

Se as estatísticas que mostram que o consumo de orgânicos aumenta 25% ao ano no Brasil estiverem certas, os alimentos industrializados chegam tarde às prateleiras. Temos um vasto mercado a explorar, que tende a trazer benefícios as empresas, ao consumidor e ao Meio Ambiente. 

Postado por Daniela Alvarenga e Elineides Silva

Referências: 

BONTEMPO, M. Alimentação Orgânica. Medicina Natural. São Paulo: Nova Cultural, 1999

CONSUMIDOR Orgânico. Boletim Informativo dos Consumidores de Alimentos Orgânicos Curitiba, 1999

http://revistagloborural.globo.com

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Carboidratos e Desempenho Atlético

                          


Edward F. Coyle

Embora poucos discordem de que os carboidratos sejam um componente vital na dieta dos atletas, ainda há dúvidas sobre como tirar o maior proveito deles através da dieta.

Os amidos encontrados nos vegetais e cereais são digeridos e absorvidos pela corrente sangüínea em forma de glicose, o único tipo de carboidrato utilizado diretamente pelos músculos para obtenção de energia.

A sacarose (açúcar de mesa) é desdobrada em glicose e frutose durante o processo absortivo no intestino delgado, onde todos os carboidratos são ingeridos.

Quando o glicogênio é degradado no músculo, a energia pode ser liberada em taxas capazes de permitir uma aceleração metabólica de até 150% da captação máxima de oxigênio. Em comparação, a energia obtida de gorduras não pode ser liberada de modo suficientemente rápido para permitir que uma pessoa se exercite em níveis além de 50% da captação máxima de oxigênio (corrida lenta). O principal "combustível" para o exercício intenso é o glicogênio muscular, não a gordura. Quando a concentração de glicogênio muscular é normal, a energia presente é mais do que suficiente para abastecer os treinos da maioria dos atletas e outras atividades com 90-120 min. de duração. Após 1h a 3 h de corrida contínua, ciclismo ou natação, há 65-80% da captação máxima de oxigênio, ou após sprints (80-95% ou mais da captação máxima de oxigênio), as reservas de glicogênio muscular podem ser depletadas. Aparentemente, o consumo de alimentos com carboidratos durante tais exercícios melhora o desempenho, uma vez que fornecem uma fonte adicional de energia.

A ingestão de carboidratos durante o exercício retarda a fadiga em até 30-60 min., ao permitir que os músculos em atividade dependam, basicamente, da glicemia para a obtenção de energia ao final do exercício e não poupando o glicogênio muscular. Embora os atletas possam ficar hipoglicêmicos, ou seja, apresentar um quadro de baixa glicemia, menos de 25% sofrem de sintomas, como tonturas e náuseas. A maioria dos atletas costuma apresentar, em primeiro lugar, fadiga muscular local. O consumo de carboidratos não evita a ocorrência de fadiga, apenas a retarda.



Carina Ferreira de Melo e Marília Cremonezi