Desde a década de 50 tem ocorrido o crescimento expressivo da população idosa também nos países em desenvolvimento. Esta crescente fração da população não pode e nem merece o abandono, havendo a necessidade de maciças campanhas de estímulo a prática de atividades físicas, tirando-a do sedentarismo e do isolamento.
Com a prática da atividade física espera-se que haja aumento de peso corporal magro e conseqüentemente das necessidades calóricas, o que representa também um aumento relativo no consumo alimentar protéico, além de vitaminas e minerais.
Com relação aos carboidratos, estes devem corresponder a aproximadamente 50% a 55% do valor energético total ingerido pelo idoso. Deverão prevalecer na alimentação os carboidratos complexos, como forma de minimizar os picos hiperglicêmicos, além disso, os carboidratos complexos são importantes carreadores de vitaminas e fibras alimentares, que beneficiam o trânsito intestinal, amenizando o quadro de constipação. A atividade física contribui através de exercícios específicos, para uma melhor funcionalidade dos órgãos abdominais, proporcionando melhor absorção dos nutrientes e excreção do bolo fecal.
Dietas com baixo teor de carboidratos, ou ainda hiperproteicas, muitas vezes recomendadas para perda de peso corporal são contra-indicadas, por causarem efeitos deletérios à saúde como: produção de corpos cetônicos, perda de massa corporal magra e distúrbios no sistema nervoso central como mau humor, alto estado de irritabilidade e baixo poder de concentração.
Apesar dos cuidados básicos no controle da ingestão da gordura, estas apresentam funções importantes no organismo. Os valores de consumo devem ser iguais ou inferiores a 30%, sendo que para as gorduras saturadas a ingestão não deve ultrapassar a 10% do valor total calórico, em virtude do grande número de enfermidades cardiovasculares associadas, a ingestão acima dos valores recomendados acarretará alterações no perfil lipídico plasmático. A atividade física induz a melhora do perfil lipídico.
Com relação aos micronutrientes, o cálcio, vem sendo de fundamental importância na alimentação não apenas dos idosos, mas em todas as faixas etárias. A recomendação dietética norte-americana de cálcio, para adultos com idade igual ou superior a 51 anos, é de 1200mg por dia. A sua inadequação nutricional acarretará no surgimento de alterações na densidade óssea levando a osteoporose. A prática da atividade física é recomendada para manter e/ou melhorar a densidade mineral óssea e prevenir a perda de massa óssea.
Juntamente com a adesão do idoso à programas de atividade física, é imprescindível a busca por uma alimentação balanceada, visando um consumo alimentar adequado quantitativamente e qualitativamente, objetivando o aporte recomendado para energia, macro e micronutrientes que venha contribuir para a manutenção da saúde, autonomia e bem estar desta população.
Postado por: Karen Tavares e Luciana Pacheco

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