Nas últimas décadas, inúmeras pesquisas foram realizadas objetivando esclarecer o papel dos radicais livres em processos fisiopatológicos aberrantes, bem como sua relação com a atividade física intensa. Sabe-se que o aumento do consumo de oxigênio, assim como a ativação de vias metabólicas especificas durante ou após o exercício, resultam na formação de radicais livres ou radicais livres de oxigênio.
Literatura demonstra que a prática moderada de exercícios físicos promove benefícios aos sistemas orgânicos. Entretanto, quando não são levados em consideração os limites fisiológicos, esta prática pode acarretar vários danos ao organismo como o aumento da produção de radical livre. Esses radicais, quando não são devidamente neutralizados, podem iniciar um processo deletério nas células e tecidos, chamado de estresse oxidativo. Esse processo pode ocasionar diversas doenças, incluindo as neurodegenerativas, cardiovasculares, câncer e envelhecimento precoce.
A literatura demonstra que uma alimentação natural e equilibrada, com a inclusão de vegetais folhosos, legumes, frutas frescas, nozes, castanhas, cereais integrais, carnes magras, ovos e laticínios reforça o sistema imunológico e combate os radicais livres e seus efeitos maléficos sobre o organismo.
A grande proporção de enzimas antioxidadantes no organismo justifica-se pelo fato de que o estresse oxidativo pode levar à destruição das macromoléculas celulares como lipídios, proteínas e ácidos nucléicos. Dessa forma, esse processo pode estar associado a uma diminuição da performance física, fadiga muscular e estresse muscular em atletas.
A produção das enzimas antioxidantes, porém, requer a presença de níveis adequados de minerais como zinco, cobre e selênio, além de quantidades suficientes de proteínas de alta qualidade e vitamina C e do complexo B.
Assim o consumo de vitaminas e minerais se torna importante para o bom funcionamento do sistema antioxidante, principalmente para proteger contra estresse oxidatixo.
Um estudo onde se avaliou o consumo de alimentos antioxidantes por esportistas observou-se os seguintes resultados, que os atletas não possuem informações suficientes sobre os mecanismos de ação dos antioxidantes no organismo, bem como sobre seus efeitos na prevenção de doenças e envelhecimento precoce. Em relação à freqüência de consumo de alimentos antioxidantes, 70% dos atletas do sexo masculino raramente ingeriam selênio e flavonóides, 50% raramente ingeriam fontes de vitamina E. Dentre as atletas, 73% e 55% raramente consumiam selênio e flavonóides, respectivamente.
A importância da alimentação no desempenho esportivo depende de uma série de fatores, como sexo, idade, peso corporal, estilo de vida e tipo de modalidade esportiva.
Em geral, a informação dos atletas sobre a relação da alimentação e desempenho físico se baseia na ingestão de carboidratos e proteínas, visando o controle da fadiga e da síntese de proteínas musculares, respectivamente.
Altos níveis de antioxidantes, particularmente a vitamina E, vitamina C, betacaroteno (um precursor da vitamina A encontrados em plantas) e selênio, podem desempenhar um papel preventivo vital em indivíduos que praticam atividades físicas afim de antagonizar o efeito dos radicais livres que são formados durante o exercício.
A nutrição adequada é essencial para garantir ao atleta um suprimento suficiente de nutrientes na dieta não só para fornecer a energia necessária, como carboidrato, gordura e proteínas, mas também para garantir o metabolismo ideal do substrato de energia via vitaminas, minerais e água.
Bruna Sousa Albino

Nenhum comentário:
Postar um comentário