segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Exercício físico como meio de prevenção, tratamento e controle da hipertensão arterial


As doenças cardiovasculares constituem a principal causa de morbimortalidade na população brasileira. Não há uma causa única para essas doenças, mas vários fatores de risco.
A pressão arterial representa a força exercida pelo sangue contra as paredes arteriais durante um ciclo cardíaco. A pressão arterial sistólica, a mais alta das duas mensurações da pressão, ocorre durante a contração ventricular (sístole) quando o coração impulsiona 70 a 100ml de sangue para dentro da aorta. Após uma sístole, os ventrículos se relaxam (diástole), as artérias sofrem um recuo e a pressão arterial declina continuamente á medida que o sangue flui para a periferia e o coração volta a encher-se de sangue. A pressão mais baixa alcançada durante o relaxamento ventricular representa a pressão arterial diastólica.


Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais (2007), a hipertensão arterial é definida pela persistência dos níveis de pressão arterial sistólica maior ou igual a 140mmHg e pressão arterial diastólica maior ou igual a 90mmHg.


As doenças crônico não-transmissíveis (DCNT), dentre as quais a hipertensão arterial está inserida, são de etiologia multifatorial e compartilham vários fatores de risco modificáveis como o tabagismo, a inatividade física, a alimentação inadequada, a obesidade e a dislipidemia. Esses fatores estão associados não apenas ao aumento da incidência destas doenças, como também ao seu controle e á progressão, devendo por isso, fazer parte da abordagem integral dos pacientes com doenças crônicas.


O tratamento dos pacientes hipertensos inclui atitudes não medicamentosas, denominadas mudanças do estilo de vida, como atividade física regular, perda ponderal moderada, controle do estresse, abandono do fumo, consumo reduzido de sódio e álcool, ingestão adequada de potássio, cálcio e magnésio, bem como medidas medicamentosas que deverão ser individualizadas para cada situação clínica. Porém as mudanças do comportamento habitual adquirido ao longo da vida não são facilmente realizadas, pois exigem disciplina e paciência para obter resultados.


Portanto, fica evidente a importância de se adotar um estilo de vida ativo que, de alguma forma, pode também ajudar a controlar e a diminuir os outros fatores de risco, bem como prevenir, controlar e tratar a hipertensão arterial.


O efeito protetor do exercício físico vai além da redução da PA (Pressão Arterial), estando associado à redução dos fatores de risco cardiovasculares e a menor morbimortalidade, quando comparadas pessoas ativas com indivíduos de menor aptidão física, o que explica a recomendação deste na prevenção primária e no tratamento da hipertensão.


 As respostas cardiovasculares ao exercício físico podem ser classificadas quanto aos efeitos agudos (após única sessão) ou como efeito crônico (resultado de um somatório de adaptações).


As modificações do estilo de vida, inclusive a prática de atividades físicas, são aplicáveis a todos os pacientes que se propõe a diminuição do risco cardiovascular, incluindo os normotensos, e necessárias também quando se impõe o tratamento farmacológico da hipertensão.


Postado por: Priscila Lumazini e Heleuza Silva
Link: http://www.efdeportes.com/efd149/exercicio-fisico-controle-da-hipertensao-arterial.htm

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