A obesidade pode acarretar doenças crônicas degenerativas, como as doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes mellitus, dislipidemias, hipertriglicidemia e níveis de lipoproteínas de alta densidade-colesterol (HDL) diminuídos acarretando Síndrome metabólica. A obesidade do tipo central pode ser responsabilizada por aproximadamente 20% dos casos diagnosticados de infarto agudo do miocárdio, independentemente de outros fatores de risco. A Associação Norte-Americana de Cardiologia tem classificado a obesidade como principal fator de risco modificável para doenças cardiovasculares e para síndrome metabolíca. Sabe-se que a diabetes mellitus está intimamente associada ao aumento de risco cardiovascular. A síndrome metabólica, caracterizada por obesidade central, dislipidemia, hiperglicemia e hipertensão, é hoje um dos maiores desafios para a saúde pública em todo o mundo, por associar—se a importante risco para doenças cardiovasculares e diabetes mellitus. Importante destacar a associação da síndrome metabólica com a doença cardiovascular, aumentando a mortalidade cardiovascular em cerca de 2,5 vezes e a mortalidade total em cerca de 1,5 vezes.
Considerando que a obesidade e a síndrome metabólica aumentam sua prevalência com o avanço da idade e que os idosos são do grupo da população com maior prevalência de eventos cardiovasculares, a importância do tema se torna ainda maior, já que a população idosa vem crescendo em todo o mundo, principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil.
Os resultados do estudo mostraram que as mulheres tinham maior porcentagem de excesso de peso. A prevalência de diabetes mellitus não se diferencia muito entre as mulheres e homens, mas os casos de síndrome metabólica houveram mais casos entre as mulheres do que os homens. Considerando os limites estabelecidos para cada gênero, a prevalência de obesidade central e a de níveis de HDL-C baixos foram maiores no gênero feminino.
Em relação ao perfil lipídico, observa-se que os homens com excesso de peso apresentaram níveis significativamente maiores de LDL-C e trigli-cerídeos e menores de HDL-C em relação àqueles com estado nutricional classificado como magreza e normal, diferença não encontrada entre as mulheres.
As prevalências de hipertensão, síndrome metabólica, diabetes mellitus e de todos os componentes da síndrome metabólica tiveram, em ambos os gêneros, relação significativamente maior com excesso de peso quando comparados com os idosos classificados como magros e normais.
A razão de chances de os idosos com excesso de peso apresentarem hipertensão arterial, diabetes mellitus ou síndrome metabólica foi várias vezes maior do que aqueles com estado nutricional normal, independentemente do gênero e da idade. Estudos prévios salientaram a associação da síndrome metabólica com doença cardiovascular aterosclerótica, apresentando os portadores dessa síndrome maior incidência de eventos coronarianos.
Conclui-se que os idosos o diagnóstico de excesso de peso está associado à maior risco cardiovascular, pois encontramos forte associação entre o estado nutricional determinada pelo índice de massa corporal e fatores de risco já estabelecidos.
Bruna Sousa Albino
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