O Diabetes Mellitus (DM) compreende um grupo heterogêneo de distúrbios metabólicos de múltiplas etiologias caracterizados pela presença de hiperglicemia crônica acompanhada de alterações no metabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas, conseqüências tanto de defeito na secreção de insulina como na ação insulínica, ou ambas.
A nova classificação sistemática enfatiza a etiologia e a patogenia antes das modalidades de tratamento. O DM é dividido em quatro categorias, dependendo da etiologia: 1) tipo 1(DM1); 2) tipo 2 (DM2); 3) gestacional; e 4) outros tipos específicos.
Ambos os fatores, genético e ambiental, tem sido implicados na etiologia do DM2. Há uma grande predisposição genética para esse tipo de diabetes, no entanto, os defeitos genéticos exatos ainda não foram totalmente elucidados.
Dados recentes afirmam que o DM é um dos principais problemas de saúde, que se refere tanto ao número de pessoas afetadas, gerando incapacidade e mortalidade, quanto ao elevado investimento do governo para o controle e tratamento de suas complicações.
O ponto de corte inferior da glicose para diagnóstico do índice glicêmico jejum, de 110mg/dl para 100mg/dl.
Os resultados de uma pesquisa realizada pelo Diabetes Prevention Program (Programa de Prevenção ao Diabetes), além de outras, demonstrou convincentemente que a modificação do estilo de vida, incluindo pelo menos uma redução de 7% do peso corporal e um mínimo de 150 minutos de atividade física por semana, pode, em um período de 3 anos, reduzir a incidência do diabetes tipo 2 (DM2) em pelo menos 58% dos indivíduos com risco significativo de desenvolver a doença.
Alguns estudos têm demonstrado a eficácia da atividade física como prevenção e tratamento não farmacológico do controle glicêmico em portadores de diabetes, a inatividade física e a dieta irregular e inapropriada são fatores significativos para o desenvolvimento do DM2.
Considerada atualmente como um dos três alicerces (juntamente com dieta e medicamentos) para o tratamento do diabetes, a atividade física regular está associada com uma variedade de benefícios para a saúde, incluindo a redução e manutenção do peso corporal, redução da pressão arterial, melhora do perfil lipídico, do perfil psicológico e de uma série de sintomas relacionados à Síndrome Metabólica.
Um estudo em que as participantes fizeram um programa de atividade física para avaliar o controle glicêmico, os resultados foram que a melhora do controle glicêmico aliado a atividade física.
Os possíveis mecanismos celulares responsáveis pela melhora glicêmica em portadores de DM2 quando submetidos à atividade física regular ainda não estão totalmente elucidados. Segundo Juel (2006) pode-se hipotetizar que: 1) o treinamento físico modifica a maioria das proteínas de transporte; 2) essas modificações são apropriadas; e 3) são específicas, ou seja, os ajustes causados pelo exercício moderado e o de alta intensidade são diferentes.
Em resposta à insulina ou à contração muscular, o GLUT-4 se transloca para a membrana celular, onde é inserido, para aumentar o transporte de glicose. Como o músculo esquelético é um importante tecido regulador da manutenção da homeostase da glicose no período pós-prandial, o aumento da proteína GLUT-4 é um potencial método de tratamento para a hiperglicemia associada ao diabetes. A atividade física promove aumento da concentração muscular de proteínas transportadoras de glicose, especificamente de GLUT-4. Os resultados obtidos nesse estudo sugerem que a melhora do controle glicêmico encontrada nos participantes do programa se devam a essas modificações.
As mudanças na expressão de GLUT-4 em resposta ao exercício podem acontecer rapidamente.
Embora haja evidências de que o GLUT-4 muscular é aumentado pelo treinamento físico, porém, ainda há dúvidas em relação ao tempo em que esses ajustes podem perdurar em caso de descontinuidade do treinamento. Uma importante condição para que os portadores de DM2 sejam favorecidos
pelo processo contínuo da prática de atividade física está justamente na adesão ao programa estabelecido.
Bruna Sousa Albino
Fonte:http://www3.mackenzie.com.br/editora/index.php/remef/article/viewFile/2545/2373
Bruna Sousa Albino
Fonte:http://www3.mackenzie.com.br/editora/index.php/remef/article/viewFile/2545/2373

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