terça-feira, 2 de agosto de 2011

Adolescentes são os que consomem mais açúcar e gorduras, revela estudo do IBGE





A nova Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008-2009 divulgou novos dados sobre o consumo alimentar da população brasileira. O estudo foi realizado por meio de questionário individual de dois dias consecutivos com todos os moradores com 10 anos ou mais de idade, distribuídos nos 13.569 domicílios selecionados a partir da amostra original da POF-2008-2009.

O estudo mostrou que o brasileiro ainda continua mantendo o tradicional arroz e feijão, porém existe alto consumo de açúcares e gorduras, sobretudo entre os adolescentes. O consumo energético nos adolescentes foi o que apresentou maior média: 2.289 kcal/dia nos meninos de 14 a 18 anos e 1930 kcal/dia entre as meninas de mesma faixa etária. O consumo de açúcar nesta faixa etária representou 19,8% do consumo energético diário nos meninos e 22,9% nas meninas. O consumo de lipídios representou 28% das calorias diárias consumidas pelos adolescentes em ambos os sexos.

Os dados encontrados pelo estudo são preocupantes e mostram uma tendência ao aumento da obesidade na população brasileira, uma vez que a avaliação do estado nutricional dos adolescentes revelou que um quinto dos adolescentes está com excesso de peso, representando 16%a 19% nas regiões Norte e Nordeste e 20 a 27% nas demais regiões.

Estudos recentes apontam que o excesso de peso na infância e adolescência pode levar à obesidade na vida adulta. A obesidade aumenta o risco de doenças cardiovasculares, resistência à insulina, dislipidemias e hipertensão arterial. Um estudo com 163 adolescentes com excesso de peso e 151 eutróficos, verificou que 15% dos adolescentes com excesso de peso tinham baixos níves de HDL colesterol, 11,04% triglicérides alterado e 38,65% apresentaram valores de insulina basal alterados. Além disso, 26,99% apresentaram-se pré ou hipertensos. Outro estudo verificou relação positiva entre esteatose hepática e excesso de peso e obesidade em 27,7% dos 83 adolescentes estudados.

Conforme os dados expostos, verifica-se a necessidade de ações que visem a melhoria dos hábitos alimentares priorizando os adolescentes, de forma que haja melhora no perfil nutricional e que se evite uma alta prevalência de doenças crônicas futuramente.

Postado por: Marcelle Comenale
Fontes:


COBAYASHI, Fernanda et al. Obesidade e Fatores de risco cardiovascular los adolescentes de Escolas PúblicasArq. Bras. Cardiol. , São Paulo, v. 95, n. 2, agosto 2010. 

LIRA, Ana RF et al. Esteatose hepática em uma população escolar de adolescentes com sobrepeso e obesidade.J. Pediatr. (Rio J.), Porto Alegre, v. 86, n. 



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