A decisão de cuidarmos da nossa saúde esta em nossas mãos, ainda levando em conta a importância da semana do coração, discorreremos brevemente no post de hoje sobre a homocisteína.
A homocisteína é um aminoácido não essencial, há um ciclo natural da homocisteína no organismo, caso esse ciclo não for corretamente seguido, pode haver prejuízo à saúde.
Estudos sugerem que o nível de homocisteína elevado no sangue, como o de colesterol alto, aumenta o risco de doenças cardíacas, podendo evoluir para um infarto, até mesmo em pessoas jovens. Só que o índice elevado de homocisteína é considerado um fator de risco para doenças cardiovasculares muitas vezes pior e mais preciso do que o colesterol. O que agrava ainda mais o aparecimento de doenças coronarianas é que a homocisteína acelera a oxidação do LDL (o mau colesterol) aumentando ainda mais os danos vasculares. Ou seja, a concentração de colesterol pode estar normal, mas se o nível de homocisteína no sangue estiver alto, o prejuízo ao coração acontece de forma mais rápida do que se acontecer o contrário.
Vários estudos importantes foram publicados correlacionando níveis plasmáticos de homocisteína e DAC. Alguns demonstraram uma associação entre hiper-homocisteinemia e a incidência de DAC, enquanto outros relataram ausência de associação entre os dois parâmetros. Algumas razões podem explicar os resultados controversos das pesquisas envolvendo a concentração de homocisteína e DAC: os fatores que afetam os níveis plasmáticos deste aminoácido são diferentes em cada população. Fatores como hábitos nutricionais, fatores genéticos, estilo de vida e raça podem afetar a concentração da homocisteína circulante. Na população brasileira, que apresenta uma heterogeneidade de etnias, os resultados das pesquisas envolvendo níveis plasmáticos de homocisteína e DAC são igualmente controversos. Torna-se oportuno ressaltar que a maioria dos autores considera a hiper-homocisteinemia um fator de risco independente para DAC.
A homocisteína é normalmente transformada em outros aminoácidos para utilização pelo corpo, para que ocorra essa transformação são necessários elementos naturais que regulem as reações da substância no organismo. A maioria das pessoas que têm altos níveis de homocisteína não possuem, em suas dietas, quantidades suficientes de ácido fólico (ou folato), vitamina B6 (piridoxina) ou vitamina B12 (cobalamina). Consumir alimentos com estas vitaminas muitas vezes ajuda a retornar o nível de homocisteína ao normal. Outras causas possíveis de uma grande quantidade de homocisteína incluem baixos níveis de hormônio da tiróide, doença renal, psoríase, alguns medicamentos ou um fator hereditário.
Fontes de vitaminas B6 - As melhores fontes de piridoxina são: levedo, germe de trigo, carne de porco, vísceras (principalmente fígado), atum, cereais integrais, leguminosas, batatas, banana e aveia.
Fontes de vitamina B12 - As fontes mais ricas de cobalamina são fígado e rim, seguidos por leite e derivados, ovos, peixe e carnes de músculo.
Fontes de ácido fólico - O folato é amplamente encontrado nos alimentos, sendo que suas principais fontes são: fígado, feijão e vegetais frescos de folhas verde-escuras, especialmente o brócolis, espinafre e aspargo. Carne bovina magra e batata também são boas fontes.
Postado por Danielle Loverri
Fontes consultadas:
LIMA, et al. Homocistéina e metilenotetrahidrofolato redutase em indivíduos submetidos à angiografia coronariana. Arq. Bras. Cardiol. v.88 n.2 São Paulo. Fev 2007.
GRAVINA-TADDEI, C. F. et al. Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença ateroscleróticacoronariana em idosos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia - Volume 85, Nº 3, Setembro 2005.
HARBOE-GONÇALVES, l. Et al . Associação entre níveis plasmáticos de homocisteína e acidentevascular cerebral isquêmico. Arq Neuropsiquiatr. Belo Horizonte, MG. 2005
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