quinta-feira, 6 de junho de 2013

Diabetes e Atividade Física

A atividade física é um fator importante do tratamento do diabetes mellitus, e contribui para melhorar a qualidade de vida do portador de diabetes. Mais ainda, atuando preventivamente e implantando um programa de promoção da atividade física, dieta sã e equilibrada, assistência médica, educação do paciente e da equipe sanitária, pode se reduzir significativamente a incidência do diabetes do tipo 2 e das complicações associadas. 

Segundo um estudo de Helmrich et al., o risco de diabetes do tipo 2 aumenta à medida que aumenta o IMC (índice de massa corporal), e, ao contrario, quando aumenta a intensidade e/ou a duração da atividade física, expressa em consumo calórico semanal, esse risco diminui, especialmente em pacientes com risco elevado de diabetes.

Tal como ocorre em pessoas não diabéticas, a prática regular de exercício pode produzir importantes benefícios a curto, médio e longo prazo. Esses benefícios estão enumerados na Tabela seguinte.
Tabela 1 - Benefícios da atividade física a curto, médio e longo prazo
  • Aumenta o consumo da glicose.
  • Diminui a concentração basal e pós-prandial da insulina.
  • Aumenta a resposta dos tecidos à insulina.
  • Melhora os níveis da hemoglobina glicosilada.          
Melhora o perfil lipídico:
- Diminui os triglicerídeos.
- Aumenta a concentração de HDL-colesterol.
- Diminui levemente a concentração de LDL-colesterol.
- Contribui a diminuir a pressão arterial.
Aumenta o gasto energético:
- Favorece a redução do peso corporal.
- Diminui a massa total de gordura.
- Preserva e aumenta a massa muscular.
  • Melhora o funcionamento do sistema cardiovascular.
  • Aumenta a força e elasticidade muscular.

  • Promove uma sensação de bem-estar e melhora a qualidade de vida.

Dentre os benefícios a curto prazo, o aumento do consumo de glicose como combustível por parte do músculo em atividade, contribui para o controle da glicemia.

O efeito hipoglicemiante do exercício pode se prolongar por horas e até dias após o fim de exercício. Esta resposta metabólica normal pode ser alterada durante os estados de extrema deficiência de insulina ou excesso da mesma, o que é responsável por um risco maior de hipoglicemia e/ou hiperglicemia e ocorrência de cetoacidose. Por essa razão, a prescrição de atividade física para melhorar o controle glicêmico em pacientes portadores de diabetes do tipo 1 (insulino-dependentes) foi motivo de discussão e controvérsias entre especialistas.

Como manejar a atividade física em pacientes portadores de diabetes

Como os outros elementos do tratamento, a atividade física deve ser prescrita de maneira individual para evitar riscos e otimizar os benefícios. O tipo, freqüência, intensidade e duração do exercício recomendado dependerá da idade, do grau de treinamento anterior e do controle metabólico, duração do diabetes, e presença de complicações específicas da doença.

Por isso, antes de iniciar a prática sistemática da atividade física, o paciente portador de diabetes deve submeter-se a exame clínico geral (fundo de olho, presença de neuropatia, osteoartrite, etc) e cardiovascular, incluindo na medida do possível uma prova de esforço (ergometria).

O ajuste na prescrição do exercício será mais eficaz se os esforços forem coordenados por: o paciente, a família, o médico e sua equipe de colaboradores. A educação em diabetes, que permite ao paciente combinar corretamente dieta, dosagem de insulina e hipoglicemiantes orais com o exercício, diminui notavelmente os riscos de hipoglicemia e/ou hiperglicemia pós-exercício.




Postado por: Thais C. Soares Silva

Referências:
MERCURY, N. Jornal Multidisciplinar do Diabetes. Atividade física e diabetes mellitus.Diabetes Clínica 04 (2001) 347~349

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