Mesmo que outros aminoácidos estejam em quantidades insuficientes, é a perda de glutamina que inicia o catabolismo muscular e as consequências metabólicas associadas.
Quando glutamina suplementar é adicionada na dieta, pesquisadores notam que essa quantidade extra reduz ou elimina o catabolismo muscular.
Porém, a glutamina não pode efetuar completamente sua função no anabolismo proteico caso haja quantidade insuficiente de magnésio.
O magnésio é o ativador de inúmeros sistemas enzimáticos e, por essa razão, aproximadamente metade do magnésio no organismo se encontra em tecidos hepáticos e musculares. A atividade física intensa, estresse decorrente de enfermidades, traumas ou cirurgias e desnutrição/jejum causam depleção de magnésio.
Autores relatam que a desempenho físico melhora com a suplementação de magnésio, provavelmente decorrente do envolvimento do magnésio na hidrólise de ATP (formação de energia).
O magnésio é necessário não somente para a produção de energia, mas também estaria envolvido na síntese na formação de ácidos nucleicos e nucleoproteínas. Essas nucleoproteínas são subsequentemente degradadas em proteínas para manter o rápido crescimento tecidual, como dos músculos.
O magnésio também está envolvido na síntese de proteína por contribuir na ligação do RNA mensageiro a ribossomos específicos. Quando não há magnésio suficiente, ocorre uma diminuição na síntese proteica.
Portanto tanto a deficiência de magnésio quanto a deficiência de glutamina podem interferir de forma importante no crescimento do tecido muscular.
Então como o magnésio e a glutamina são interdependentes e essenciais para o crescimento muscular e esse crescimento é relacionado diretamente ao aumento da ingestão de ambos, é fácil entender a suplementação desses dois nutrientes ao mesmo tempo.
No entanto na prática essa associação não é tão simples assim, a glutamina em forma livre não é estável, podendo se decompor rapidamente. Assim como a administração oral de sais inorgânicos de magnésio também pode ocasionar sérios efeitos colaterais, incluindo irritabilidade intestinal e diarréia.
Quando o magnésio é ingerido na forma de aminoácido quelato, sua biodisponibilidade é aumentada, com uma redução dos efeitos colaterais.
A solução encontrada para estabilizar a molécula de glutamina e evitar, ao mesmo tempo, os efeitos gástricos indesejáveis dos íons de magnésio, foi quelar a glutamina com um quelato de magnésio em glicina, formando uma única molécula, o magnésio glicil-glutamina quelato. Nessa forma, a glutamina é estabilizada e o magnésio permanece biodisponível e não tóxico.
Postado por Danielle Loverri
Fontes consultadas:
Qual o melhor horário para tomar? Antes do treino ou após?
ResponderExcluirOlá Josy! No meu caso, o médico disse para tomar antes do treino. ;)
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