A castanha-do-Brasil, antes conhecida como castanha-do-pará é a semente da castanheira-do-Pará (Bertholletia excelsa) uma árvore da família botânica Lecythidaceae, nativa da Floresta Amazônica. O fruto possui uma casca dura e espessa podendo chegar até a 15 cm e dentro desta é que encontramos uma fruta, que traz muitos benefícios para a nossa saúde.
Essa fruta é considerada, de grande importância para a saúde, no sentido de produzir gordura de qualidade, o chamado selênio, que é importante para o nosso organismo, a pequena oleaginosa repõe a quantidade do nutriente necessária para dar combate ao envelhecimento celular, causado pela formação natural daquelas incansáveis moléculas que danificam as células, os radicais livres.
Embora tenha nomes tipicamente brasileiros, sendo chamada no exterior de “Brazil nut”, ela está presente nas Guianas, Venezuela, Brasil, leste da Colômbia, leste do Peru e leste da Bolívia.
A castanha do Brasil contém em torno de 17% de proteína – cerca de cinco vezes o conteúdo protéico do leite bovino in natura. Fator importante, também, é que a proteína desta semente possui os aminoácidos essenciais ao ser humano. Além das vitaminas A, C, B1, B2 e B5. Rica em fósforo e cálcio, principalmente rico em selênio.
Alguns estudos mostraram que essa oleaginosa ajuda a prevenir câncer, esclerose múltipla e mal de Alzheimer. Sua fração oleosa é rica em ácidos graxos monoinsaturadas (48%) sendo indicada na prevenção de doenças cardiovasculares, controles glicêmicos e de peso.
Selênio
Uma das substâncias características da castanha-do-pará é o selênio, é um mineral com importante ação antioxidante, o Selênio ativa as defesas do nosso organismo, que auxiliam na prevenção de várias doenças, entre elas o câncer, diabete e tireóide. O selênio é essencial em muitos processos do corpo humano, estando presente em praticamente todas as células, especialmente nos rins, fígado e pâncreas.
Além da castanha do Brasil, encontram-se quantidades significantes de selênio em alguns alimentos, como: nozes, mariscos, carnes, arroz integral, farinha de trigo integral e leite.
Um dos principais motivos para a deficiência de selênio é uma dieta pobre, baseada em alimentos industrializados e refinados. O refinamento dos alimentos causa perda significativa de selênio. Por exemplo, no pão integral a quantidade de selênio e duas vezes maior que no pão branco.
Os sintomas comuns percebidos em pessoas com uma dieta deficiente em selênio são dores musculares, fadiga e fraqueza muscular, também podem ser observadas manchas brancas nas unhas. Na deficiência de selênio também é observada maior produção de substancias pró-inflamatórias por nosso corpo. Assim o sistema imunológico fica sobrecarregado e mais fraco. O uso de selênio tem papel no bom funcionamento do sistema imunológico, evitando gripes, infecções e viroses.
O selênio é um mineral que participa da formação de enzimas de ação antioxidante. Também melhora a utilização da vitamina E, importante na neutralização dos radicais livres. Assim atua retardando o processo de envelhecimento e prevenindo doenças cardiovasculares.
O consumo adequado de selênio (além de zinco e iodo) está relacionado ao bom funcionamento da tireóide. Estudos mostram que a deficiência de selênio pode reduzir a conversão dos hormônios da tireóide, de T4 em T3, que é a forma mais ativa do hormônio. Além de pesquisas indicarem que a deficiência de selênio aumenta o risco do desenvolvimento de câncer de pulmão, próstata e ovários. Já o consumo adequado está relacionado à menor risco de câncer de intestino, próstata, ovário e leucemia.
O selênio também melhora o trabalho do fígado na eliminação de toxinas; ajudando na eliminação de metais pesados como mercúrio e cádmio que estão relacionados a doenças neurodegenerativas como Alzheimer.
Em um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, divulgado em 2008 no American Clinical Journal of Nutrition, um grupo de pesquisadores liderados pela professora Christine Thomson realizou alguns testes e descobriu que, após 12 semanas, o grupo de voluntários que consumiu duas castanhas ao dia teve seu nível de selênio no sangue aumentado em 64,2%. "Os resultados indicam que o consumo desse alimento na dieta diária garante um bom nível de selênio sem precisar de suplementos", concluiu Thomson.
A castanha do Brasil é uma fonte simples, efetiva e barata para aumentar o nível desse micronutriente no organismo. Por não ser de muito fácil digestão, aconselha-se mastigar muito bem a castanha e não exagerar na dose, estudos indicam que uma castanha do Brasil por dia garante a quantidade mínima de selênio necessária ao nosso organismo.
Postado por Danielle Loverri
Fontes consultadas:
Fanhani, A.P.G. e Ferreira,M.P.. Agentesantioxidantes: seu papel na nutrição e saúde dos atleta. SaBios- Rev. Saúde e Biol., Campo Mourão, v. 1, n. 2, 2006.
BARBOSA, N.B.V., Efeito de compostos orgânicos deselênio em modelos experimentais de câncer e diabetes mellitus. Tese de doutorado. Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS. 2006.
FERREIRA, K. S. et al. Concentraçõesde selênio em alimentos consumidos no Brasil. Rev Panam Salud Publica/Pan Am J Public Health 11(3), 2002
Ribeiro, M.A.A.; Regitano-D'arce, M.A.B.; Lima, U.A.; Baggio, C.E.. Armazenamento da castanha do pará com e sem casca: efeito da temperaturana resistência ao ranço. Sci. agric. (Piracicaba, Braz.) vol.50 no.3 Piracicaba. Oct./Dec. 1993.
Nenhum comentário:
Postar um comentário