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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Bananas no Exercício Físico





            As bananas são uma fonte de energia de baixo custo e comumente utilizadas por atletas de resistência por serem uma boa fonte de carboidrato e potássio. Uma banana média (aprox.118 g) contém cerca de 27 g de carboidratos, 3,1 g de fibra dietética, 105 kcal, e é uma boa fonte de potássio (422 mg) e vitamina B6 (0,43 mg). Os açúcares de uma banana são uma mistura de glicose, frutose, e sacarose.

        A fruta também possui valor antioxidante semelhante ao do kiwi e do sumo de laranja. Sendo assim, estudos demonstram que as bananas parecem ser uma mistura única de carboidratos, nutrientes e antioxidantes que podem servir de suporte a boa nutrição durante o exercício prolongado e intenso.

        Um desses estudos,  comparou o efeito da ingestão de bananas em relação a uma bebida contendo carboidratos por ciclistas. Os ciclistas profissionais consumiam, a cada 15 minutos, ou um copo de bebida com carboidrato, ou metade de uma banana, durante uma corrida de estrada de 75 km, com duração de 2,5 a 3 horas.

        Ambos os ciclistas foram capazes de completar os 75 Km, e a ingestão de banana ou bebida carboidratada não apresentou diferenças em relação a performance. Porém  as bananas forneceram antioxidantes não encontrados nas bebidas esportivas, bem como um maior impulso nutricional, incluindo potássio, fibras e vitamina B6. Além disso, os níveis de dopamina, presente na banana, foram aumentados no sangue com sua ingestão auxiliando na melhora da capacidade antioxidante, apesar das concentrações serem pequenas e sem efeitos cardiovasculares demonstráveis. 

        Portanto, em geral, a ingestão de bananas, antes e durante o exercício prolongado e intenso, é uma estratégia eficaz em termos de utilização de nutrientes e custo para apoiar o desempenho nessas atividades.

Postado por Letícia Andrade


Referência
NIEMAN, D. C. et al. Bananas as an Energy Source during Exercise: A Metabolomics Approach. Journal PLos ONE, v.7, n.5, p. 1-7, maio 2012. Disponível em: <http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0037479>. Acesso em: 13 jun 2012.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Conheça a Chlorella




        A Chlorella é uma alga verde do grupo das clorofíceas que cresce em águas frescas.  Contêm altas concentrações de vitaminas, minerais como o fósforo, ferro, manganês, cobre, zinco, magnésio e cálcio, além de fibras, aminoácidos, enzimas e outras substâncias como açúcar e proteínas.

        O cultivo dessa microalga tem sido realizado visando à produção de biomassa para uso no desenvolvimento de alimentos funcionais, para obtenção de compostos bioativos que tem propriedades nutricionais e farmacêuticas.   Reconhecidamente, a Chlorella tem capacidade de sintetizar compostos nutracêuticos, ácidos graxos poliinsaturados e pigmentos carotenoides, que apresentam propriedades terapêuticas.

        Além disso, sabe-se que a ingestão de clorofila, presente nessa microalga promove efeitos estimulantes no crescimento de tecidos, atuando como uma substância promotora da multiplicação de fibroblastos, células do tecido conjuntivo responsáveis pelo processo de cicatrização.

        Alguns estudos realizados com capsulas da alga também relatam que pessoas submetidas ao uso durante um período de restrição alimentar, sentem diminuir a fome e perdem o desejo por refeições desnecessárias. Por conter altas concentrações de proteínas (60%) pode parcialmente satisfazer o apetite enquanto é digerida, pois provoca a liberação de substâncias estimulam a saciedade. Dentre as proteínas, o principal aminoácido presente na alga é o Triptofano que ao ser liberado no contato com o suco gástrico, se expande como uma esponja, podendo gerar saciedade.

        Todas as espécies de Chlorella apresentam boa digestibilidade em humanos. Um de seus principais benefícios é ser estimulante do sistema imune melhorando a proteção contra infecções e é um excelente protetor contra o câncer, por sua propriedade antioxidante. Como nenhum efeito tóxico foi visto com a Chlorella, a ingestão de 3 gramas da alga por dia, pode produzir seus efeitos terapêuticos.


Postado por Letícia Almeida e Vivian Giubine

Referências

BERTOLDI, F. C.; SANT’ANNA, E.; OLIVEIRA, J. L. B. Teor de clorofila e perfil de sais minerais de Chlorella vulgaris cultivada em solução hidropônica residual. Ciência Rural, Santa Maria, v.38, n.1, p.54-58, jan/fev, 2008.

TEIXEIRA, C.; SILVA, B.; CRUZ, M.; NAVARRO, A. C. A eficácia da Chlorella como inibidor de apetite associada ao exercício físico e dieta balanceada alterando a composição corporal. Revista Brasileira de Obesidade, Nutrição e Emagrecimento, São Paulo, v.2, n. 11, p.423-433, set/out. 2008.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Suco de cereja na dor muscular




         
         As cerejas são consideradas boa fonte de flavonoides e antocianinas, tendo elevados níveis de antioxidantes e atividade anti-inflamatória. Considerando essas características naturais das cerejas, foi estudado que o seu consumo, antes e durante o exercício pode ter um efeito protetor para reduzir o dano muscular e a dor.

         A corrida de longa distância, por exemplo, é conhecida por causar lesão muscular aguda, resultando em inflamação e diminuição da força, que pode durar até uma semana depois do exercício. A dor associada à lesão do músculo é provavelmente devido a danos causados pelos radicais livres no tecido muscular que conduz a uma resposta inflamatória, e esta leva ainda há uma maior produção de radicais livres, aumentando a dor muscular.

         Devido a esse mecanismo, os antioxidantes nutricionais, como os presentes na cereja, têm sido utilizados como um meio de diminuir a dor muscular e a perda de força gerada nesses exercícios.

         Estudos relataram que o consumo de aproximadamente 45 cerejas por dia foi capaz de reduzir as concentrações de marcadores inflamatórios circulantes no sangue em homens e mulheres saudáveis. Além disso, outro estudo recente demonstrou a eficácia do suco de cereja em diminuir os sintomas e perda de força após um exercício que induz a lesão muscular. Porém, o mecanismo anti-inflamatório que a suplementação com suco de cereja pode diminuir as lesões musculares não é bem compreendido.

         Em conclusão, as cerejas têm altos níveis de compostos antioxidantes e anti-inflamatórios, cuja ação é benéfica para pessoas com artrite, dores musculares e fibromialgia. As pesquisas atuais também sugerem que a administração de suco de cereja por oito dias, pode então reduzir os sintomas de dor muscular induzida pelo exercício de resistência, como a corrida. Contudo, ainda são necessárias mais pesquisas para oferecer uma explicação mais consistente na redução da dor e inflamação associada ao consumo de cereja.


Postado por Letícia Andrade e Vivian Giubine


Referências

KUEHL, K. S. et al. Efficacy of tart cherry juice in reducing muscle pain during running: a randomized controlled trial. Journal of the International Society of Sports Nutrition, Londres, v.7, n. 1, 2010. Disponível em: . Acesso em: 22 maio 2012.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Açaí: o fruto poderoso!




         O açaí (Euterpe oleraceae Martius) é um fruto tipicamente brasileiro de cor púrpura quase preta. O Brasil se posiciona como o maior produtor, consumidor e exportador desse produto. Hoje sua expansão econômica, já atinge novos mercados no sudeste do país e alguns países da Europa, Estados Unidos, Japão e China o que gerou, por parte das empresas alimentícias, novas formas de comercialização deste fruto como, por exemplo, polpa, suco, cápsulas e pó instantâneo.

         É um fruto arredondado que pesa cerca de dois gramas. Somente 17% dele são comestíveis (polpa com casca), sendo necessários cerca de 2kg de frutos para produzir um litro de suco. O restante representa o caroço.

         Na polpa de açaí encontra-se um alto conteúdo de gorduras.  Em 100g de peso seco, 2,5g são gorduras totais (saturadas e insaturadas). Dessas gorduras totais, 74% estão representadas por gorduras insaturadas. A importância do consumo de gorduras insaturadas se deve pela promoção da redução dos níveis de colesterol total e colesterol “ruim” (LDL) na circulação.

         O açaí também contém quantidades importantes de fitosteróis e fibras alimentares. Ambos ajudam na regulação dos níveis de colesterol e, consequentemente, reduzem o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

         A presença de flavonoides também contribui com a bioatividade do açaí, principalmente as antocianinas. As antocianinas tornaram-se conhecidas por suas diversas propriedades, incluindo anticancerígena, anti-inflamatória e antimicrobiana, antioxidante.

         Além de tudo, o fruto contém aproximadamente 13g de proteína/100g, é fonte de minerais como, potássio, magnésio, cálcio, fósforo e sódio, além das vitaminas E e B. Assim é possível afirmar que a composição do açaí tem alto potencial como alimento funcional.

         Diante disso é clara a importante função do açaí na promoção da saúde. O consumo da polpa, rica em lipídeos essenciais e de boa qualidade nutricional, e em certos minerais podem contribuir para garantir o crescimento e bom funcionamento do corpo, uma vez que esses nutrientes participam de varias reações importantes no organismo.


Postado por: Letícia Andrade e Vivian Giubine

Referências

SOUZA, M. O.; SANTOS, R. C.; SILVA, M. E.; PEDROSA, M. L. Açaí (Euterpe oleraceae Martius): composição química e bioatividades. Nutrire: rev. Soc. Bras. Alim. Nutr.= J. Brazilian Soc. Food Nutr., São Paulo, SP, v. 36, n. 2, p. 161-169, ago. 2011.

MENEZES, E. M. S; TORRES, A. T.; SRUR, A. U. S. Valor nutricional da polpa de açaí (Euterpe oleracea Martius) liofilizada. Acta Amaz., Manaus, v. 38, n. 2, p. 311-316, 2008.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

BENEFÍCIOS DA CANELA



  • Os estudos mostraram que meia porção de canela incluída em uma dieta diária pode diminuir o colesterol e os níveis de triglicérides, reduz níveis de açúcar no sangue e auxilia no tratamento da diabetes tipo 2, visto que vários estudos mostraram sensibilidade da insulina e controle melhorados da glicose no sangue são por causa da ingestão de meia canela por dia. 
  • A canela consolida o sistema cardiovascular de tal modo que blinda o corpo de desordens relacionadas ao coração. Acha-se que o cálcio e a fibra presentes em canela proporcionam a proteção contra doenças cardíacas. Incluindo um pouco canela na comida ajuda aos que sofrem de doença da artéria coronária e da pressão arterial alta. Além disso, a combinação de cálcio e de fibra presentes na canela pode ajudar a não utilizar a bílis, que previne dano às células, assim previne o câncer de cólon.
  • A canela impulsiona a atividade do cérebro. Ajuda na eliminação de perda nervosa da tensão. Também, os estudos mostraram que cheirar canela pode impulsionar a função cognoscitiva da memória, o funcionamento de certas tarefas e aumenta a vigilância e concentração.
  • Devido a suas propriedades antibacterianas, antivírus, anti parasitas e anticépticas, é eficaz em infecções externas e internas. A canela pode ser eficaz contra a candidíase, úlceras estomacais. 
  • A especiaria da canela contém os compostos antiinflamatórios que podem ser úteis na redução da dor e da inflamação associados a artrites. 
  • A canela é muito eficaz para a indigestão, a náusea, vômitos, o mal-estar estomacal, a diarréia e a flatulência. É muito útil na eliminação do gás do estômago e dos intestinos. 
  • A canela é diurética de natureza e ajuda na secreção e na eliminação de a urina. 
  • Um composto encontrado na canela chamado como cinamaldeído foi bem investigado para desvendar seus efeitos sobre as plaquetas do sangue. As plaquetas são os componentes do sangue que significam agrupar juntos sob circunstâncias de emergência (como a lesão física) que é uma maneira de parar de sangrar, mas sob circunstâncias normais, ela pode fazer o fluxo de sangue inadequado e se agrupar juntas. O cinamaldeído ajuda prevenir que a canela agrupe plaquetas de sangue. 

Postado por: Daniela Alvarenga e Elineides Silva 

REFERÊNCIAS 

MOREIRA, A. V. B.; MANCINI, J. F. Atividade antioxidante das especiarias mostarda, canela e erva-doce em sistemas aquoso e lipídico. Nutrire Rev. Soc. Bras. Aliment. Nutr., jun. 2003. 

FRANKEL, E. N. In search of better methods to evaluate natural antioxidants and oxidative stability in food lipids. Food Sci. Technol., v. 4, p. 220-225, 1993. 

MARCO, G. J. A rapid method for evaluation of antioxidants. J. Am. Oil Chem. Soc., v. 45, p. 594-598, 1968.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

CASTANHA DO BRASIL E SEUS BENEFÍCIOS



A castanha-do-Brasil, antes conhecida como castanha-do-pará é a semente da castanheira-do-Pará (Bertholletia excelsa) uma árvore da família botânica Lecythidaceae, nativa da Floresta Amazônica. O fruto possui uma casca dura e espessa podendo chegar até a 15 cm e dentro desta é que encontramos uma fruta, que traz muitos benefícios para a nossa saúde.

Essa fruta é considerada, de grande importância para a saúde, no sentido de produzir gordura de qualidade, o chamado selênio, que é importante para o nosso organismo, a pequena oleaginosa repõe a quantidade do nutriente necessária para dar combate ao envelhecimento celular, causado pela formação natural daquelas incansáveis moléculas que danificam as células, os radicais livres.

Embora tenha nomes tipicamente brasileiros, sendo chamada no exterior de “Brazil nut”, ela está presente nas Guianas, Venezuela, Brasil, leste da Colômbia, leste do Peru e leste da Bolívia.

A castanha do Brasil contém em torno de 17% de proteína – cerca de cinco vezes o conteúdo protéico do leite bovino in natura. Fator importante, também, é que a proteína desta semente possui os aminoácidos essenciais ao ser humano. Além das vitaminas A, C, B1, B2 e B5. Rica em fósforo e cálcio, principalmente rico em selênio.

Alguns estudos mostraram que essa oleaginosa ajuda a prevenir câncer, esclerose múltipla e mal de Alzheimer. Sua fração oleosa é rica em ácidos graxos monoinsaturadas (48%) sendo indicada na prevenção de doenças cardiovasculares, controles glicêmicos e de peso.

Selênio

Uma das substâncias características da castanha-do-pará é o selênio, é um mineral com importante ação antioxidante, o Selênio ativa as defesas do nosso organismo, que auxiliam na prevenção de várias doenças, entre elas o câncer, diabete e tireóide. O selênio é essencial em muitos processos do corpo humano, estando presente em praticamente todas as células, especialmente nos rins, fígado e pâncreas.

Além da castanha do Brasil, encontram-se quantidades significantes de selênio em alguns alimentos, como: nozes, mariscos, carnes, arroz integral, farinha de trigo integral e leite.

Um dos principais motivos para a deficiência de selênio é uma dieta pobre, baseada em alimentos industrializados e refinados. O refinamento dos alimentos causa perda significativa de selênio. Por exemplo, no pão integral a quantidade de selênio e duas vezes maior que no pão branco.

Os sintomas comuns percebidos em pessoas com uma dieta deficiente em selênio são dores musculares, fadiga e fraqueza muscular, também podem ser observadas manchas brancas nas unhas. Na deficiência de selênio também é observada maior produção de substancias pró-inflamatórias por nosso corpo. Assim o sistema imunológico fica sobrecarregado e mais fraco. O uso de selênio tem papel no bom funcionamento do sistema imunológico, evitando gripes, infecções e viroses.

O selênio é um mineral que participa da formação de enzimas de ação antioxidante. Também melhora a utilização da vitamina E, importante na neutralização dos radicais livres. Assim atua retardando o processo de envelhecimento e prevenindo doenças cardiovasculares.

O consumo adequado de selênio (além de zinco e iodo) está relacionado ao bom funcionamento da tireóide. Estudos mostram que a deficiência de selênio pode reduzir a conversão dos hormônios da tireóide, de T4 em T3, que é a forma mais ativa do hormônio. Além de pesquisas indicarem que a deficiência de selênio aumenta o risco do desenvolvimento de câncer de pulmão, próstata e ovários. Já o consumo adequado está relacionado à menor risco de câncer de intestino, próstata, ovário e leucemia.

O selênio também melhora o trabalho do fígado na eliminação de toxinas; ajudando na eliminação de metais pesados como mercúrio e cádmio que estão relacionados a doenças neurodegenerativas como Alzheimer.

Em um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, divulgado em 2008 no American Clinical Journal of Nutrition, um grupo de pesquisadores liderados pela professora Christine Thomson realizou alguns testes e descobriu que, após 12 semanas, o grupo de voluntários que consumiu duas castanhas ao dia teve seu nível de selênio no sangue aumentado em 64,2%. "Os resultados indicam que o consumo desse alimento na dieta diária garante um bom nível de selênio sem precisar de suplementos", concluiu Thomson.

A castanha do Brasil é uma fonte simples, efetiva e barata para aumentar o nível desse micronutriente no organismo. Por não ser de muito fácil digestão, aconselha-se mastigar muito bem a castanha e não exagerar na dose, estudos indicam que uma castanha do Brasil por dia garante a quantidade mínima de selênio necessária ao nosso organismo.


Postado por Danielle Loverri


Fontes consultadas:


Fanhani, A.P.G. e Ferreira,M.P.. Agentesantioxidantes: seu papel na nutrição e saúde dos atleta. SaBios- Rev. Saúde e Biol., Campo Mourão, v. 1, n. 2, 2006.


BARBOSA, N.B.V., Efeito de compostos orgânicos deselênio em modelos experimentais de câncer e diabetes mellitus. Tese de doutorado. Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS. 2006.


FERREIRA, K. S. et al.  Concentraçõesde selênio em alimentos consumidos no Brasil. Rev Panam Salud Publica/Pan Am J Public Health 11(3), 2002


Ribeiro, M.A.A.; Regitano-D'arce, M.A.B.; Lima, U.A.; Baggio, C.E.. Armazenamento da castanha do pará com e sem casca: efeito da temperaturana resistência ao ranço. Sci. agric. (Piracicaba, Braz.) vol.50 no.3 Piracicaba.  Oct./Dec. 1993.